17 Dicas práticas de planejamento financeiro para você aplicar ainda hoje

17 Dicas práticas de planejamento financeiro para você aplicar ainda hoje

Tempo de leitura: 10 minutos

Um planejamento financeiro bem feito será o seu maior aliado no longo prazo

Introdução

Você já parou para pensar que se tivesse começado a poupar desde cedo sua situação financeira hoje seria bem diferente? Provavelmente você já estaria pensando na sua liberdade financeira. Eu mesmo sempre me pergunto:

Por que eu não comecei antes?

Consequentemente, a partir desse momento, temos duas escolhas: podemos abaixar a cabeça e continuar vivendo como sempre vivemos, deixando de lado o planejamento financeiro, mantendo-se assim na zona de conforto ou podemos levantar a cabeça e começar agora para lá na frente não ficarmos novamente com esse remorso.

Confira então 17 dicas práticas para a confecção de um excelente planejamento financeiro.

1) Pare de errar – não faça mais dívidas

Para sair das dívidas o primeiro passo é não criar novas dívidas. Afinal de que adianta livrar-se de uma dívida e criar outra.

Warren Buffett disse que a coisa mais importante a se fazer quando você se encontra em um buraco é parar de cavar. E não podemos deixar de concordar 100% com o mestre dos investimentos.

Pare de errar, descubra qual é o seu ponto fraco que o faz acumular dívidas. Muitas vezes o consumo aparece para suprimir alguma situação indesejada como excesso de peso, infelicidade, falta de atividade física e até mesmo a falta de dinheiro.

2) Quite as dívidas com juros maiores primeiro

Depois de parar de criar novas dívidas é necessário quitar as já existentes para eliminá-las de vez. Você não deve quitar a dívida de maior valor primeiro e sim a que possui a maior taxa de juros. É preciso frear imediatamente o crescimento das dívidas e esse é o melhor caminho. Verifique qual das suas dívidas possui a maior taxa de juros independente do valor e comece a quitá-la. É possível trocar dívidas caras por outras mais baratas. Se você possui dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial, por exemplo, muitas vezes é mais vantajoso solicitar um empréstimo para quitá-las e ficar somente com o empréstimo a juros mais baixos. Porém tenha bastante cuidado para não criar novas dívidas.

3) Anote todos os seus gastos

É essencial que você saiba para onde vai o seu dinheiro. Sem fazer isso jamais será possível organizar suas finanças. O menor dos gastos também deve ser levado em conta. Os chamados gastos invisíveis constituem aqueles pequenos furos que, como resultado, podem afundar um navio.

4) Faça um orçamento e anote o que entra e o que sai

Um orçamento vai além de anotar gastos. Em um orçamento deve aparecer tudo que entra e tudo que sai do seu bolso. Deve-se descriminar também qual foi o destino do dinheiro: moradia, transporte, alimentação, vestuário, lazer, etc.

Alguns aplicativos facilitam nosso dia-a-dia nesse sentido como o GuiaBolso e o Organizze.

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5) Identifique o que pode ser cortado

Com o orçamento organizado e em dia você agora terá um raio-X da sua vida financeira. A partir deste momento estará apto a analisar gastos e fazer cortes. Aquele cafezinho que a gente toma todo dia depois do almoço poder ser cortado, mas isso é uma decisão bastante pessoal. Cada um define o que é essencial manter e o que pode ser cortado ou diminuído. Outros pontos a se analisar de um modo geral são os pacotes de TV e de celular, pois muitas vezes não utilizamos tudo que contratamos ou podem possuir outros planos e pacotes mais baratos no mercado.

6) Pense em como diminuir o seu consumo

Outro dia vi uma comparação bastante interessante sobre consumo e quero compartilhar com você. Pegue o seu salário e divida-o pela quantidade de dias do mês. Vamos utilizar um exemplo para ficar mais fácil? Digamos que você receba um salário mensal de R$ 3.000,00, ou seja, seu ganho diário é em torno de R$ 100,00. Agora imagine que seus amigos te chamem para almoçar em um dos restaurantes mais caros da cidade e você sabe que sua conta lá não sairá menor do que R$ 200,00. E aí, será que vale a pena gastar dois dias de trabalho em um único almoço?

7) Tenha cuidado com o cartão de crédito – evite ao máximo

Cartão de crédito não deixa de ser uma dívida, além de nos deixar com a falsa sensação de que temos dinheiro, a conta um dia, ou melhor, no mês seguinte, chega. Cartão de crédito é um excelente instrumento financeiro, mas deve ser aprendido a usar. Usá-lo também para acumular milhas é algo que deve ser pensado e bem calculado para garantir que realmente compensa, faça as contas.

Não atrase e não deixe de pagar a fatura, os juros são extremamente altos.

8) Busque formas de economizar, mesmo que pouco

Cada economia é bem-vinda. Já que você não quer cortar o cafezinho todas as vezes, corte de vez em quando. Não quer cortar o pacote de TV, mas desative-o quando for tirar férias. Desligue os aparelhos em stand-by. Use moderadamente o ar condicionado. Leve um lanche para o trabalho ou para a escola.

Veja 27 Dicas Financeiras práticas para você economizar no dia-a-dia.

9) Poupe ao menos 10% de tudo que você ganha

Acha complicado? Comece com pouco. Pode ser bem pouco mesmo, o mais importante é o hábito. Aos poucos você verá que é sim possível economizar até 30% ou mais de tudo que você ganha (independente de quanto isso seja).

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10) Faça um planejamento e trace metas

Tudo fica mais fácil quando temos um objetivo e criamos um planejamento. Crie metas parciais para cumprir o planejamento e atingir o objetivo. Se você quer comprar um carro no período de dois ano e esse custa R$ 24.000,00, por exemplo, um planejamento simples pode partir de economizar R$ 1.000,00 por mês durante os 24 meses.

11) Aprenda a investir

Investir é fazer o dinheiro trabalhar para você e por você. Você investe em um CDB hoje, por exemplo, e amanhã (sendo dia útil) ele já estará trabalhando e rendendo. Investir faz com que você aumente o seu poder de compra, pois via de regra os investimentos em renda fixa (com exceção da Poupança) rendem mais do que a inflação para um mesmo período. Quem é inteligente com o dinheiro investe.

12) Invista consistentemente para criar o hábito

Da mesma forma que poupar, investir deve ser um hábito. Recebeu salário ou alguma bonificação, invista entre 10 e 20%. É importante que você faça isso assim que receber, é o que chamamos de “pague-se primeiro”. Primeiro invista em você, no seu futuro e depois pague as contas com o que sobrar.

Não gaste seu dinheiro e invista o que sobrar, invista seu dinheiro e gaste o que sobrar

99,9% dos investidores tomam isso como regra básica.

13) Crie sua Reserva de Emergência

A Reserva de Emergência nada mais é do que o que o próprio nome diz, uma reserva financeira de emergência para emergências de fato. Uma doença que acarrete gastos com hospital, uma perda de emprego, uma dívida não esperada, entre outras situações parecidas a essas, todas constituem casos onde é mais do que necessário ter uma reserva financeira.

O custo do cuidado é menor que o custo do reparo

Não tem frase que se encaixe tão perfeitamente com o conceito de Reserva de Emergência quanto essa. Cuidar de algo que tem valor para nós mesmos é essencial e acredito fielmente que isso deva ser um hábito. Porém, nem sempre será possível ter tanto cuidado. Cuide, não deu, muita calma, você ainda tem uma reserva. Logicamente estou falando de coisas que tenham relação direta ou indiretamente com dinheiro.

Agora me responda: por quanto tempo você conseguiria manter o seu padrão atual de vida se deixasse de receber o seu ganho mensal?

A sua resposta deve ter como base a sua Reserva de Emergência.

É necessário que sua reserva esteja aportada em investimentos líquidos, ou seja, de fácil resgate como CDB’s de liquidez diária e Tesouro Selic.

14) Diversifique seus investimentos

A diversificação tem por base diminuir os riscos ao mesmo tempo em que aumenta as chances de ganhos. Se eu investir somente no CDB do banco A e esse banco decretar falência, todo o meu dinheiro será comprometido. Por isso diversificar também é regra básica dos investidores.

15) Defina sua tolerância a riscos

Correr riscos não é algo tão simples, por isso devemos ter autoconhecimento, devemos, além de saber os riscos a que estamos expostos em determinado investimento, saber até que ponto iremos continuar tendo em vista uma queda brusca. É recomendado então, quando investir em ativos de maior risco, definir um ponto de saída como R$ 1.000,00 ou 50% de perda.

16) Avalie investir também em Renda Variável

Talvez o investidor iniciante fique um pouco receoso em saber que pode perder dinheiro investindo em Ações ou Fundos de Investimento Imobiliário, mas quando a diversificação é bem feita e a tolerância a riscos é bem definida, as perdas são bastante reduzidas e o processo fica muito mais simples de se seguir.

Entenda a diferença entre Renda Fixa e Renda Variável.

Aprender a receber aluguel todo mês sem ter um único imóvel.

17) Não fuja do que você planejou ao menos que tenha novos planos

Parece algo simples e banal de seguir, mas, também por experiência próprio, posso afirmar que não é tão simples assim. Depois de seguir todos as 16 dicas anteriores, mantenha-se firme ao seu planejamento. Alguns percalços são naturais de acontecer, alguns podemos evitar, outros não. Dentre os que não podemos evitar está acreditar em garantia de lucros altos. Ninguém no mercado financeiro pode garantir ganhos maiores do que 2% ao mês, por exemplo. É possível conseguir essa rentabilidade por mês? Lógico que é! Porém ainda não conheci ninguém com bola de cristal no mundo dos investimentos. Portanto mantenha-se firme ao seu planejamento inicial a menos que, com base em conhecimentos novos, decida melhorá-lo.

Conclusão

Uma dica bônus que ainda posso lhe dar neste final de artigo é que errar uma vez faz parte do processo natural, errar uma segunda vez é burrice. Aprenda com seus próprios erros e com os erros dos outros. E não esqueça: siga o seu planejamento!

Veja os 5 passos que eu sigo para fazer meus investimentos em renda fixa.

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