O que a inflação influencia na sua vida e qual é o valor do dinheiro no tempo

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Um inimigo invisível, só que não

Introdução

A inflação é o termo utilizado em economia para falar da alta dos preços de um conjunto de produtos e/ou serviços em um determinado período de tempo. Quando ocorre o contrário – ou seja, quando os preços caem –, o termo utilizado é deflação.

No Brasil nós nunca tivemos a deflação dentro do período de um ano, mas em países como Estados Unidos e Japão isso é bem mais comum.

A inflação já foi o grande drama da economia brasileira, mas sempre merece grande atenção e acompanhamento do governo e sociedade. A partir dos anos 1980, vários planos fracassaram na tentativa de impedir o seu crescimento. A inflação acumulada do ano de 1989 foi de 1.782,90% e em 1990 foi de 1.476,56%. Mas, desde 1994, com a implantação do Plano Real, ela está relativamente sob controle. Em 2017 a inflação (IPCA) foi de 2,95%.

Ela segue os efeitos da lei de oferta e demanda na economia. Quando os consumidores estão mais dispostos a gastar e têm disponibilidade para fazer isso, a tendência natural é que os preços subam.

E o que a inflação influencia na sua vida?

Acompanhe o exemplo: digamos que uma cesta básica de produtos custe R$ 100 reais neste mês e passa a ser vendida por R$ 150 reais no mês que vem, percebe-se, no período de um mês, uma inflação de 50%. Esse é um exemplo prático de como somos afetados diretamente pela inflação.

inflação

Veja abaixo quais são as consequências da inflação na economia:

– Perda do poder de compra das famílias;

– Redução dos investimentos dos empresários, que podem ficar preocupados com os custos para produzir ou com a demanda dos consumidores; e

– Ambiente de incerteza sobre a economia pode paralisar projetos.

Existem algumas formas de tentar controlar a inflação. Veja abaixo:

– Subir os juros;

– Reduzir os gastos do Governo; e

– Aumentar a produção.

O valor do dinheiro no tempo

Para entender melhor vamos fazer um pequeno exercício. Acompanhe!

EXEMPLO:

Digamos que eu peça emprestado a você o valor de R$ 1.000,00 e você, boa pessoa que é, me empresta. O trato seria eu devolver o mesmo valor ao final de um ano.

Agora entenda o valor do dinheiro no tempo.

Ao final de um ano esses R$ 1.000,00 terão o mesmo poder de compra? Um bem de consumo não costuma variar de preço conforme o tempo passa?

Pois bem, ao final de um ano você tem o seu dinheiro de volta e, como resultado, você agora tem os mesmos R$ 1.000,00, porém com um poder de compra menor por conta da inflação. Se a inflação do período tiver sido baixa, menos mal, porém, se ela tiver sido alta, você perdeu bastante poder de compra.

Existem diferentes índices de medição da inflação

Alguns dos diferentes índices de inflação são:

– IPCA (termômetro oficial da inflação no país)

– IGPM

– INPC

– ICVM

– INCC

Inflação, Selic e Juros reais

Alguns investidores preferem tempos de alta inflação, pois aparecem excelentes possibilidades de investimento mesmo na renda fixa. Em meados de 2015, por exemplo, durante o governo de Dilma Roussef, existiram CDBs prefixados que pagavam 18% ao ano. Mesmo com a inflação na casa dos 10% era um excelente investimento, principalmente porque a tendência no médio prazo era de diminuição da inflação.

Mas não devemos esquecer dos juros reais que, de forma resumida, é a selic menos a inflação. A conta não é simples na verdade, a fórmula para achar os juros reais é (1 + Selic) / (1 + Inflação) – 1.

Confira na tabela abaixo como foram os juros reais no país de 1996 até 2017.

juros reais

Conclusão

Finalmente e de forma resumida, podemos dizer que um empregado que ganha hoje o que ganhava há um ano, na prática, perdeu seu poder de compra devido ao aumento de preço das coisas (produtos e serviços), ou seja, devido a famigerada inflação.

Veja também “Por que eu não vou ao banco faz mais de 5 anos e você também não precisa mais ir”.

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